"Quando sua vida estiver arruinada, você deve passar uma tarde inteira deitado embaixo de uma árvore"

eu

Ceciliano, recifense,
28 ,(12/07),
pop-rock-blues
regado à uísque e água,
escritor iniciante - tentante e inquietante, música e cinema.

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    Segunda-feira, Janeiro 31, 2005 15:44


Aos adoradores do bom e velho Heavy Metal, AQUI tem uma matéria interessante sobre o tema, enfatizando a carreira do Judas Priest.
(colaboração de Márcio Padrão)

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mudando um pouco de assunto, esse foi o melhor exemplo para quem ainda não entendeu o que é BOTOX


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ainda no bom humor (pq só assim pra fazer uma segunda-feira passar logo)...

Mulher
bonita é igual tsunami:
quando chega vem fazendo onda
quando vai embora, leva; casa, carro e tudo...

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00:43

não, eu ainda não vi o mundo passar. bem que gostaria, mas não vi. por mais tempo que eu passe observando, mas espantos e novidade eu vejo. pena que ultimamente só coisas não muito agradáveis é o que vejo.
quero uma garrafa de vinho tinto seco, gelada, pra ficar à tarde inteira sentado junto ao monumento de brennand, olhando o mar aberto.
ei?
por que aquelas nuvens que vêm ali estão tão escuras?

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    Domingo, Janeiro 30, 2005 10:35

"de onde veio isso?" eu perguntei sem resposta. Só pude ver a terra tremendo e as naves chegando, disparando seus faisers contra nós, contra os prédios, casas... Tudo parecia perdido, e eu não sabia onde estava. Era um lugar esquisito, estranho pra mim. Prédios altos... cidade entupida de gente. Mas as naves continuavam a descer. Foi então, que no meio de tudo aquilo, surgiu um pequeno grupo rebelde, com suas naves atirando contra as outras alienígenas e tentando nos salvar.
Durante a batalha, uma das naves rebelde foi atingida e caiu. Não parecia ter grandes danos. Fui até lá.
Então, vi seu piloto me chamando para entrar. Com um pouco de medo, fui.

Chegamos à base rebelde em poucos minutos. Lá, o piloto mostrou-se ser uma garota. Que por sinal, me espantou aquele pequeno ser, tão destemido e corajoso.
Ela me levou até seu imediato, que logo me fez umas perguntas pra saber se eu gostaria de me juntar a eles, uma vez que meu pai havia sido um dles, há tempos atrás.
Fiquei confuso, mas aceitei.
Recebi uma blindagem no corpo (vixe... parece mais paranóia japonesa...), e fui mimbora na minha pequena nave que virava um veículo terrestre de duas rodas.

Entrei num confronto com os aliens. No começo levei vantagem, mas depois foi um sarrafo só! E tome lapada em mim e porrada pra lá... até que minha corajosa amiga veio me salvar. A mulher parecia uma ninja-espacial-super-poderosa-da-dimensão-X !
ou melhor, parecia Yoda lutando contra o Conde Doku!!!
bem... mas ela salvou minha vida...
e por isso é que estou escrevendo esse relato à vcs: por estar vivo.

ahn? quanto aos aliens?
não sei o que aconteceu depois, meu despertador me acordou antes disso.

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    Sexta-feira, Janeiro 28, 2005 16:40

dicas


Porto Musical



DVD

Assistam Mulheres Perfeitas.
Frank Oz (mais conhecido com Mestre Yoda), é um louco ducaralho!
Ele dirige esse filme com humor sutil, bem elaborado, simples e divertido.
Tem também algumas críticas à sociedade que só são percebidas por aqueles que o assistem com atenção.
Nicole está deslumbrante, fantástica... o restante do elenco idem.
Pra variar Cristophen Walken tá com aquela tradicional cara cínica.
Muito bom, confiram.









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    Quinta-feira, Janeiro 27, 2005 09:47

- tá amargando um pouco né?
- um pouco, por quê?
- acho que alguma coisa tva vencida aqui...
- a vodca?
- não, a laranjada...
- hum... bem, já tá misturado mesmo, não vou disperdiçar.
- eu também não, mas que tá amargando, isso tá.
- que seja...
- hum, mudando de assunto, essa cadeira é confortável?
- é sim... mas por que a pergunta? ela é sua!
- sim é, tá aí a uma semana, mas eu ainda não sentei nela.
- e por que não?
- porque eu queria uma opinião externa.
- e eu sou sua visita em uma semana???
- sim, é.
- popular você, não?
- um pouco. Mas me diz... e aí, é boa mesmo?
- é. tipo assim, simples, encosto em forma de meia lua, de madeira, acolchoado, com acento idem, três pernas e tal... normal ora. Compraste onde, no hiper?
- heheheheheheheheh
- ué... que foi?
- não, não foi no hiper. Foi numa loja aí... um cara tava me devendo uma grana e me pagou com esse móvel aí.
- ah tah... e qual a bronca da cadeira?
- queria uma opinião, pra saber se ela vale aquilo que foi pago por ela.
- e quanto foi?
- três mil e duzentos reais.
- ...
- hahahahahahaha que cara de espanto!
- posso sentar no chão? de repente me pareceu bem mais seguro...

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para quem ainda não sabe, meus textos, contos, crônicas, são baseados em fatos ou no cotidiano das pessoas. Algumas situações podem ter realmente acontecido, mas claro, nenhuma delas foi relatada com fidelidade, pois distorcer é o artifício para desviar a atenção e preservar a quem me procura.
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Eis aqui um texto muito bacana do cara que eu admiro um bocado.
Enquanto muitas pessoas se inspiram em outros autores, eu de certa forma, observo o trabalho dele, pois ele fala do cotidiano, feito eu.
Tá certo que eu fantasio muito as coisas com o que escrevo, mas... vá lá...
bem, chega de papo tronxo e "dá o play macaco!"

Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa,
não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade,
a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho.
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente está precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa
certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada
segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo.
E só assim é possível chegar àquele momento do dia
Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade
Tudo o que Ele quer
É que a gente encontre a pessoa errada
Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra
gente...
Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar
as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.


Luis Fernando Veríssimo

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    Quarta-feira, Janeiro 26, 2005 12:29

e tome alceu valença no quengo!
gosto sim, gosto pq ele é daqui, pq mora aqui, pq gosta daqui, pq faz frevo, pq toca frevo.
e na rádio interna tá tocando desde cedo. bom isso

mudando de assunto...

tenho que fazer justiça, ou melhor, uma homenagem ao pessoal do Kibeloco, tiraram uma onda "fraca" com o BBB... e eu, como rapariga que sou, me joguei de rir!

mudando mais uma vez...

para quem gosta de ler crônicas, AQUI tem uma que fiz ontem.

por hj é isso.


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    Terça-feira, Janeiro 25, 2005 10:12

O Atravessador


PARTE V

Os primeiros raios de sol, pareciam querer algo, chegavam como intrusos tentando despertar Carlos de sua imersão nos pensamentos. Ali naquele quarto agora vazio e tão cheio de sentimentos, sua jornada parecia não mais progredir. De certa forma, tinha que admitir que ficou tentado pela segunda opção oferecida pelo Atravessador. Tudo o que sonhara tornar-se-ia finalmente. Porém decidir enviar sua família aos braços da morte, soava como uma crueldade que nem ele poderia suportar.
Após a refeição matinal, começou a sentir um desconforto em seu corpo. Chamou pela enfermeira que logo atendeu o pedido de ajuda. Ela aumentou a dosagem do soro imaginando que poderia suprir o que lhe afetara enquanto chamava o médico. Naquele quarto tudo parecia rodar, sentia o soro entrando em suas veias como laminas afiadas rasgando suas veias. Náusea, tontura, fadiga logo apareceram. "não posso ceder... não agora... tenho que pensar... pensar...", de repente começou a ouvir as vozes tomando conta de sua cabeça; vozes de seu "amigo", de seu subconsciente, das pessoas amadas, dos desafetos. A dor em seu corpo espalhava-se de tal forma, que uma loucura iminente e a perda da noção do tempo e espaço, tornaram-se constantes.
E nada do médico chegar.
Tentou apertar o botão novamente, mas as forças se esvaiam com facilidade... Então, num gesto único imaginou a figura do Atravessador à sua frente e, com todas as forças que lhe restavam, pronunciou: "...venha a mim..."
Ao seu lado, aquele figura magra surgiu com um sorriso malicioso.
- E então...? decidiu?
- S-sim... - respondeu com dificuldade o pobre enfermo;

...

Alguns meses após sua morte, Carlos ainda era lembrado pelos colegas de trabalho. Durante a recreação no cafezinho, algumas de suas histórias vinham à tona. Principalmente de suas viagens ao extremo do país, onde somente ele tinha coragem de ir. Seu ex-chefe - Paulo André, passou a perceber a importância que aquele funcionário tinha, pois era valoroso com o serviço, embora tivesse seus problemas e diferenças.
A firma havia pago todos os benefícios à família do morto, bem como acomodações funerárias e despesas diversas. A diretoria tinha isso como norma, o que deixava seus funcionários satisfeitos.

Um dia antes da viagem de mudança da ex-família de Carlos, Anne, sua filha mais nova, levou o jornal para sua mãe, que tomava café tranqüila à mesa, junto ao seu novo amor e futuro esposo Júlio.
- Mamãe, olhaqui seu jornal - disse a garota entregando-o à mãe;
- Obrigado filha... - segurou-o e logo na parte inferior viu uma notícia que a fez lembrar de outros tempos - nossa... que pena...
- Que houve querida? O que tem aí? - perguntou Júlio, enquanto mordia sua torrada com geléia de uva;
- Lembra do Paulo André?
- Meu ex-gerente?
- Sim, o da firma onde você e o Car... bem, você sabe...
- O que tem ele?
- Morreu num acidente de automóvel esta madrugada, quando voltava do trabalho.
- É... ele sempre trabalhou até tarde. Apesar de ser um carrasco, era um bom profissional. Mesmo que detestasse a quase todos por lá...hehehehe
- Ora, deixe disso Júlio... era uma pessoa, um ser humano...
- Assim como eu e você, mas a diferença era que ele desprezava seus funcionários. Ainda bem que eu deixei a firma logo após a morte do Carlos...
- ...
- Desculpe-me querida, vamos mudar de assunto.
- Vamos.
- Bem, vou indo, tenho que chegar mais cedo hoje. Arrume tudo que amanhã à tarde o caminhão da mudança vem buscar, certo?

A vida parecia ter dado outra chance àquela mulher, tudo bem que seu caso com o Júlio já vinha desde três anos pra cá, quando Carlos ainda respirava neste mundo, mas só assumiram realmente após sua morte.
Agora a vida estava tranqüila.
Ela acompanhou seu noivo até o carro onde se despediram com um caloroso beijo. Anne ficou ali, observando a cena, segurando sua boneca. Quando o carro finalmente desceu a rua, Anne e sua mãe voltaram para dentro de casa, mas a mulher viu que a mão de sua filha estava suja com algo...
- O que foi isso filha?!
- Não sei mamãe, acho que é o xixi do carro do "papai"
- Onde isso estava?
- Embaixo do carro dele, eu peguei quando ele saiu...
- Mais isso não é xixi... isso parece... óleo...

...

- E então...? decidiu?
- S-sim... - respondeu com dificuldade o pobre enfermo;
- Vamos homem, você tem pouco tempo... fale logo...
- Me deixe vingar aqueles que me levaram a essa condição em que estou hoje... Deixe-me ver os olhos de súplica por suas vidas... se fiz algo de ruim, não mereço nada de bom, mas levarei comigo aqueles que nunca foram justos comigo...
- E a justiça, de uma certa maneira, se fará! Ótimo, meu "Mestre" sabia que podia contar com você.


(FIM)

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    Domingo, Janeiro 23, 2005 20:38

O Atravessador


PARTE IV
- Ao desencarnar, você poderá esperar, num local apropriado, sua vez de voltar a este mundo.
- Mas isso não é um processo natural?
- Isso eu não posso lhe revelar, porque é uma das surpresas "do outro" lado. É contra as regras. Mesmo eu sigo regras, sabia?
- Sei, sei... mas e qual seria a vantagem neste caso?
- Para você? Poder voltar a este mundo com fragmentos dessa sua vida aqui. Mas somente após, o fim da vida de seus entes queridos.
- Hum... algo ameno...
- Nem tanto, a "nossa" vantagem é o preço que você pagará por isso.
- Preço?!
- Claro, é uma troca de favores, lembra?
- E que preço seria esse?
- Você escolheria três pessoas de sua família, entre ascendentes e descendentes, para desencarnarem entre o dia de sua desencarnação e no máximo trezentos e sessenta e cinco dias depois.
- Mas como isso???
- Mortes simples, sem direito a escolhas como as suas.
- Não, isso não...!
- Então já fez sua escolha?
- Eu não disse nada! - esbravejou como pôde Carlos.
- Ora, ora, ora... tudo bem, tem mais uma coisinha: se você escolher sua esposa e seus dois filhos, que totalizam três almas, você poderá ser poupado de desencarnar. E continuará com o que você tem aqui, e melhor, com chances claras de progredir no trabalho e tornar-se um homem bem-sucedido.
- Isso é um absurdo! Um ultrage!
- Mesmo?
- Claro que sim! Você está me pedindo para eu matar minha família!
- Não, estou dizendo que é uma opção. Mas veja bem... eles não lhe servem hoje em dia, são um atraso pra você! Lembra daquela oportunidade de ir tomar conta de uma filial lá em Roma? E você não foi por causa deles!
- Pare com isso...! - disse meio sem voz, lamentando seu infortúnio;
- Que nada, relaxa. É apenas uma escolha que você poderá fazer. Mas se preferir, não escolha nada, espere a morte vir e veja no que vai dar.

Carlos hesitou por um instante, de repente, tudo o que poderia realizar tentou-o. ficou ali, parado, imóvel diante daquele ser que o trouxe opções para sua vida, ou morte. De repente, o mundo mudou, as pessoas mudaram, o instinto de sobrevivência tentou se sobrepor à razão, ao amor. De certa forma, não eram coisas simples de decidir, eram outras vidas em jogo, em troca da sua, de seus sonhos e desejos. "merda", pensou.

- Bem, não tenho muito tempo. Pense a respeito, feche os olhos e pense na minha imagem e chame por mim, que eu virei. Ah sim, não faça isso muito tarde, hein? Você tem poucas horas. Poucas mesmo.

(continua...)

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00:10

O Atravessador


PARTE III
Durante o resto do dia, Carlos recebeu a visita de sua esposa e filhos, bem como de seus pais. Alguns amigos também a apareceram, e seu médico disse que sua recuperação estava progredindo, e que logo logo, estaria de alta. Neste tempo, seu "visitante' deixou o quarto, por questão de privacidade.

O abraço de sua esposa nunca pareceu tão confortável, e o carinho de seus filhos nunca fora tão intenso. De fato, as coisas pareciam ir muito bem, tanto que se pegou fazendo planos de uma viagem logo após saísse do hospital. O mundo em fim, parecia ter lhe dado uma chance de vida. Isso fez com que ele, começasse a pensar se seu "amigo" e suas revelações, não teriam sido um sonho, onde ele pudesse ver tudo de ruim que fez, para poder consertar. "que maravilha" pensou, "estou finalmente dando o valor a tudo o que tenho, e quero que continue assim, sempre". Sorriu aliviado e feliz com tudo aquilo. Planejara com sua esposa, a educação dos filhos, suas tendências para uma formação em nível superior. Falaram em netos, bisnetos... uma grande família enfim. Carlos estava bem, finalmente depois de muitos anos, agora sabia a direção que deveria tomar com sua vida, família, trabalho e tudo que o cercasse.

À noite, todos deixaram seu quarto, pois não poderiam haver visitas noturnas. Os meninos tinham que dormir em casa, sua esposa os levou. Seus pais foram embora, e seus amigos também, mas isso não era problema, ele teria uma noite tranqüila de sono.
Ledo engano.

Por volta das três horas da manhã, foi desperto por uma música que estava sendo cantarolada - era o "visitante" novamente, desta vez em pé, junto à janela. A melodia era de uma canção dos mouros que lutaram em uma batalha sangrenta, no século nove, durante o início das nações européias.
- que bom que acordou sozinho, detesto ter que acordar alguém. Geralmente as pessoas acordam de mau humor.
- Ai... to sonhando de novo?
- Não. Eu sou real, bastante real, vale salientar. Gostou das visitas de hoje? Confortáveis, não?
- Como você soube...? esquece, se você é real, então tinha mais eé que saber mesmo.
- Pois é, ta ficando esperto.
- Sempre fui.
- É verdade, por isso estou aqui, para lhe dar duas opções extras.
- Então nesse caso, deixe de enrolar e fala logo.
- Certo então. Bem, é o seguinte: você vai morrer, mas e sua alma, o que fará com ela?
- E eu posso escolher? Tenho esse direito ou poder?
- De certa forma sim. Geralmente, a única escolha pelo que dizem, é você se arrepender de seus pecados e ir pro reino dos céus. Mas, isso é verdade? Existe mesmo? Ou foi apenas uma maneira de prender os fiéis à igreja para dar-lhe mais confiança? E então vai arriscar?
- Fala logo o que você tem a dizer.
- Hum... direto ao ponto? Gosto disso. Sua vida foi de caráter bastante duvidoso, admita. Então, será que você terá direito de ir para o "céu"? talvez não. E eu sei o que digo.
- Ok, ok... e o que eu posso fazer quanto a isso? Nada? Então, pela minha vida, iria direto pro inferno! Nesse caso, me dê mais algum tempo de vida, para eu mudar e ser um homem correto!
- Nada disso, seu tempo já passou. Se fosse sempre assim, seria fácil demais, não acha?
- ...
- seu silêncio lhe condena, mas você já ta condenado mesmo... bem, o fat é o seguinte, você pode escolher em quando desencarnar, ir vingar-se de todos aqueles que você detesta.
- Como assim?
- Usar sua alma, para vigia-los, amedronta-los, assombra-los, e até quem sabe, causar-lhes algum acidente. Vingar-se seria a palavra correta.
- Vingar-me de meus desafetos? Isso parece tentador.
- Chama-se poder.
- Mas qual a vantagem pra você nisso?
- Pra mim nenhuma, para meu mestre, muitas.
- Qual por exemplo?
- Ele lhe daria a chance de vingança àqueles que lhe fizeram mal, em troca de sua alma.
- Ahn?! - espantou-se Carlos.
- Após sua vingança, você seria seu servo para Seus atos aqui, nesse mundo de merda. Como eu.
- Eu seria um "Atravessador"?
- Poderia sim, bem como outras coisas. "vida" eterna é uma delas.
- Vida sem vida?
- Depende do ponto de vista.
- Entendo... e qual minha outra opção?

Ceciliano escreveu, mas quem comentou?

    Sexta-feira, Janeiro 21, 2005 11:58

sonoridade visual


eu queria produzir dois clipes do Pixies.
sempre quando ouço "All Over The World" e "Motorway to Rosswel", imagino as cenas com seriam.
deste segundo:

o clipe começa com um cara jovem, com seus 29 anos, dirigindo numa daquelas estras de um deserto americano. Isso no meio da tarde para o final. Ele vai lembrando dos fatos aos poucos (detalhe que, aos poucos, quando os closes vão chegando nele, dá pra notar algumas manchas em seu corpo).
Imagens vêm à tona: ele dirigindo sob o sol escaldante
lembrando doas coisas ruins por que pasou: brigas com a namorada, desespero, dor, raiva...
lembra de quando caiu na estrada com sua caminhonete, parando num posto e reabastecendo o carro e seus mantimentos.
depois passa uma cena em sua memória dele parado em pé ou seu carro, olhando para uma luz que os envolvia e vinha de cima para baixo.
corta a cena, volta pra ele dirigindo já anoitecendo.
sua expressão é interrogativa.
então vinham imagens à sua mente novamente:
ele se libertando da raiva, dor, agonia...
ele entrando no carro rapidamente como se tivesse fugindo de alguma coisa, que o perseguisse nos céus. Isso já de noite.
ele parando o carro de repente por conta de uma forte luz à sua frente, sendo envolto por ela. Começando a sorrir.
sentindo uma leveza.
saindo do carro, ficando ao lado dele, imóvel.
então vê uma objeto enorme flutuando sobre si. sente-se bem.
a cena corta...

Last night he could not make it...
He tried hard but he could not make it...
Last night he could not make it...
He tried hard but he could not make it...
He started heading for the motorway
And he came right down
He started heading for the motorway
And he came right down
He started heading for the motorway
And he came right down
He started heading for the motorway
And he came right down

então, a cena volta pra ele dirigindo sua caminhonete seguindo estrada afora, sob o crepúsculo, com intenções de que algo ainda o observa, mas agora ele está feliz.

o clipe de "All Over The World"

para mim é extremamente difícil falar sobre este aqui. O interessante, é que justamente este, eu consigo visualizar bem.
Não entendeu? É simples: este clip foi o que me inspirou a escrever. Foi o início de tudo.
Há tempos atrás, começei a rabiscar algumas palavras num pequeno caderno que tinha. Isso enquanto ouvia esta música.
bem, não psso falar exatamente os detalhes, porque resolvi terminar o que começei. mas a idéia é simples e eu vou explicar:
trata-se de uma experiência que foi feita para verificar o comportamento humano, dentro de um ambiente de extremo stress, que seria dentro de uma nave espacial (ou ônibus espacial, como preferirem).
Ok, parece coisa de Big Brother, porém, isso eu já venho rabiscando, bem antes de saber desse programa.
a situação é que um grupo de pessoas, são submjetidas a ficarem um tempo dentro de uma estação espacial, para que possam ser avaliados, até onde vão as extremidades sentimentais em situação de risco. Isso porque, o governo precisava ter uma referência de diversos comportamentos num âmbito desse tipo, para que pudesse escolher melhor, os tripulantes de outras naves de missões.
Bem, ao certo é que muito acontece por lá. E acaba acontecendo uma grande "merda".


É isso.
Bom findi à vcs, e se puderem, passem ouvindo essas duas musiquinhas do Pixies, vale a pena.

Ceciliano escreveu, mas quem comentou?

    Quinta-feira, Janeiro 20, 2005 10:22

Pernambubestas


sei não viu? hoje começa o Grandioso Festival de Verão do Recife.
que será realizado em Olinda (Chevrollet Hall)
que será à noite (festival de verão noturno do recife?)
que será em dois dias
que dos quais, cerca de 30% das atrações, inclusive sendo consideradas de peso, são baianas.

ok, por que isso?
simples, no Festival de Verão de Salvador, foram cinco dias de atrações. Com bandas pequenas, boas e bandas grandes.
com um elenco de artistas de peso, cobertura da imprensa de peso...
artistas baianos quase todos...
e o melhor de tudo: NENHUMA ATRAÇÃO PERNAMBUCANA.

é isso...
vamos lá conterrãneos, cantem comigo!
"aê aê aê... êêê... ÔÔÔÔÔ..."
"chiiiiicleeeeeeeeteeeeeeee ôba! ôba!"


me respeitem!

Ceciliano escreveu, mas quem comentou?

    Quarta-feira, Janeiro 19, 2005 09:51

então quer dizer, que o Bucho resolveu tomar o Irã pra si também, hã...? Interessante isso. Me sinto como num grande tabuleiro de War, melhor, de War II, que tem aviõezinhos e tal. Vejo que os outros jogadores não percebem o objetivo do exército preto, ou pelo menos imaginam qual seja, mas estão fazendo acordos e mais acordos para se safarem... interessante. Bem, meu exército verde é bem fraquinho, não tenho como fazer nada agora, apenas observar o tabuleiro ser tomado por bolinhas pretas.
Bem, pelo menos tem um lado bom nisso tudo né? Não haverá mais a famosa richa/guerra Irã/Iraque!
Né pra tirar onda? Tirei !

mudando a direção dos mísseis...

Aqui o governo Lula vai bem, obrigado. Tá certo, de vez enquando dá suas farrapadass, mas o que é um peido pra quem já tá todo cagado, né? E além do mais, a coisa tá melhorando sim, isso é um fato, por tanto, deixem o homem trabalhar sossegado rapaz!
E outra coisa, parem de criticar que ele comprou um avião do tamanho do mundo, mais caro que tudo e etc... vocês queriam o quê?! O nosso chefe de estado andando por aí, numa aeronave que mais parecia um bolo, de tanto remendo? Daqui mais um pouco tava dando carona pra bois, aves, bichos... tsc, tsc... eu teria feito o mesmo.

mudando mais um pouco a mira...

que coisa hein? a menininha do bem da casa do BBB foi eliminada... despacharam a coitada às favas! E o outro lá, que não é bobo nem nada, fez seu jogo de "estão me discriminando" e todo mundo engoliu a pala dele!
Pera lá, não é preconceito meu não, até porque, isso nunca existiu lá. Lembram do 1º ou 2º BBB? Pois é, tinha o André Cabbaret (que tentou virar cantor depois... pffff) e outos se não me falha a memória, e nenhum deles, foi eliminado logo de cara ou por preconceito, certo?

Ok, agora chega de resmungar.
Aí vai a segunda parte do conto, divirtam-se.

O Atravessador

- PARTE II
A confusão na cabeça de Carlos era visível, de repente, viu toda a sua vida sendo relatada pelo estranho visitante, desde sua adolescência, quando observava as meninas do colégio trocarem de roupa no vestiário, até suas freqüentes amantes durante seu casamento...
- Ah... eu adoro essa parte: você na noite em que se formou na faculdade, transou com quatro garotas em diferentes locais do clube! Mas claro, na cabeça delas, elas eram suas namoradas, porém não podiam se revelar por casa do "ciúme doentio de sua mãe"! Genial! Brilhante!
- Peraí... não foi bem assim... - tentou replicar o pobre e desmoralizado Carlos, mas sem sucesso.
- Olhe lá hein! Não vim aqui para perguntar ou julgar não, isso eu deixo para... para... ah, você-sabe-Quem. Sim mas voltando: na companhia em que trabalhou conheceu Roberta, uma bela e recatada jovem que fez jogo duro com você hein?! E que por conta disso, tomou conta de seus pensamentos, ela era uma cobiça quase inatingível. Então, como um bom samaritano, a pediu em casamento e em menos de três meses trocaram alianças... lindo isso! Pena que ela não sabia que de suas aventuras sexuais com outras garotas, não é mesmo? Você procurava se saciar até poder ter a mulher que não "deu" pra você, com outras. É, de certa forma foi justo...
- Pensando bem, acho que não foi não...
- Que seja, mas agora não é mais hora de lamentar. Continuando: durante a partilha das obrigações domésticas você sempre mentiu sobre o quanto ganhava, colocando sempre seus ganhos em torno de sessenta por cento do que realmente era. E tudo isso pra quê? Para gastar com suas farras, bebidas, viagens à negócios de mentira com suas namoradas, enquanto que sua esposa ficava em casa com seus dois filhos. Bem, pelo menos era o que você pensava, mas deixa isso pra lá, não vim dedurar ninguém não.
- Como assim "pensava"?!
- Calma aí meu rapaz, não vai ter um troço e morrer entes do tempo, certo?
- Um escambau! Você ta me dilacerando! Eu amo minha família, meus filhos, tudo o que possuo!
- É verdade... disso sabemos. Como também sabemos que, compelido por fazer algo de bom para tentar aliviar sua situação e consciência, você ajuda a manter um asilo de idosos... que gesto lindo o seu. Mas isso não é tudo, sabia?
- Que seja... tem mais alguma coisa?
- Na verdade inúmeras coisas, mas acho melhor cortar o papo por enquanto, tem uma enfermeira vindo pra cá, trazendo seu desjejum, aproveite-o bem.
- Como assim?! Será meu último por acaso?
- Ihhh... você pergunta demais...

Nesse momento, aporta foi aberta pela enfermeira que trazia uma bandeja com algumas frutas, água de côco, torradas e chá preto.
Para surpresa de Carlos, seu "amigo" ainda estava lá, mas parecia invisível aos olhos daquela mulher. Estava recostado no canto da parede, observando o movimento na rua.

Após a refeição, foi feito um asseio em seu corpo, com toalhas umedecidas em loções perfumadas, uma vez que ele não tinha como levantar-se, ainda se recuperando da cirurgia que fizera, para trocar seu acabado fígado por outro. Tudo isso sendo feito, enquanto que O Atravessador observava tudo com um leve sorriso irônico, sempre.

(continua...)

Ceciliano escreveu, mas quem comentou?

    Terça-feira, Janeiro 18, 2005 10:14

### hoje vou dar início a um pequeno conto que estou trabalhando: O Atravessador. A idéia é divulgar aqui, os trechos à medida que for escrevendo.
A princípio poderá sair uma merda, porém, é algo que não faço há algum tempo, que é escrever.
Falta de inspiração? Talvez.
Eu pelo menos não funciono como um relógio, sou emotivo demais pra isso.
Bem, aí vai...###

O Atravessador

Passavam pouco mais das cinco da manhã, quando Carlos foi desperto de seu sono, ao sentir que alguém sentara na ponta de sua cama. O quarto estava clareando, o silêncio ainda do hospital o incomodava um pouco àquela hora.
Ao abrir os olhos, confirmou o que sentira: havia um homem sentado á ponta oposta de seu leito. Um cidadão magro, aparentando trinta e poucos anos, de pele branca, rosto fino, nariz afilado e cabelos negros, penteados para trás ainda molhados, como se estivesse no gel. Vestia-se elegantemente com um terno preto, camisa azul e gravata escura lisa. Com as pernas cruzadas, calmamente o homem confortou-se na posição que estava.
- Lindo dia, não? - disse o homem enquanto olhava através da janela à sua frente;
- Quem é você...?
- Um visitante.
- Mas eu não lhe conheço, quem o deixou entrar?
- Ninguém me viu entrar. Nem ninguém me verá aqui também.
- Como assim?!
- Tenha calma e paciência que eu explico.

Aquele cidadão parecia não se afetar em nada. Dono de si, do controle da situação. Carlos não entendera muito bem o que estava acontecendo, mas ao ver as unhas grandes e vermelhas de seu visitante, engoliu seco e tentou arranjar coragem para continuar a conversa.
- Preocupado com algo? - indagou o desconhecido;
- Eh... o fato de ter um desconhecido dentro do meu quarto me incomoda.
- E o que você teme, para estar tão preocupado?
- Olha, eu não sei o que você quer, mas se for algum credor, eu...
- Calma, calma, calma... eu não vim cobrar nada seu. Só vim lhe trazer uma notícia ruim e algumas opções para você. - replicou enquanto passava uma mão sobre a outra;
- Como assim notícia ruim?
- Ora, a óbvia.
- ...
- o fim de sua tola vida se aproxima, essa é a notícia ruim.
- Mentira... - disse Carlos com espanto - mais dois dias e terei alta, assim como o médico falou.
- É mesmo?! Bem... doce ilusão. Ilusões são o refúgio mais seguro que temos. Porém, você tem a alternativa de se agarrar a ela e ser pego de surpresa, ou encarar os fatos para tentar tirar algum proveito disso.
- Proveito de quê?
- Da morte meu filho, acorda. Ô que dificuldade...
- Mas... você tem certeza disso? Como? Quem é você?!
- Certo chatinho, vou saciar sua curiosidade, eu sou O Atravessador.
- Quem?!
- Surdo eu sei que você não é, então presta atenção, que só vou falar uma vez, certo?
- Então fala logo...
- Meu trabalho é procurar aqueles que estão em véspera de se despedir dessa vida ridícula. Pra quê? Para poder dar-lhes opções.
- Opções? Quais opções: viver ou morrer? Morrer lentamente ou não?
- Não brinque comigo, apenas ouça! - fitando-o pela primeira vez. A reação do enfermo foi imediata: espantou-se e começou a tremer, ao perceber que as órbitas oculares de seu visitante eram vermelho fogo, sem branco, sem nada, apenas vermelhas. Sentiu todo seu sangue gelar em seu corpo.
- Assim é melhor... bem, continuando, eu verifico como foi a vida da pessoa durante sua existência, e baseado nos fatos, escolho as opções a serem propostas. E para você, existem apenas duas que logo explanarei. Mas antes, devo fazer um breve resumo de sua curta passagem por esta vida, de apenas trinta e cinco anos.

(continua...)

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    Segunda-feira, Janeiro 17, 2005 11:20

eram os deuses astronautas?
era alexandre, grande?
eram cometas, o que destruíram os dinossauros?
eram chuvas de verão, que destruíram lavouras e plantações no nordesta há um ano atrás?
era de verdade quando disseram que o espetáculo do crescimento começara?
era de medo, o filme O Grito?
era assim, que se escrevia "pharmácia"?
éramos nós, imagens únicas no universo?

perguntas
respostas
perguntas
que geram respostas
que geram perguntas
que criam problemas
que dão soluções
que geram outros problemas
que criam confusões
que desorganizam
para organizar de outro modo
e desorganizar um outro modo
que separa
que junta
que quando junta
separa outra parte de outro
que separado fica confuso
que gera uma pergunta
que gera uma resposta
perguntas
respostas
que geram...

second verse is different from the first...

ontem assisti Alexandre. Fime bom, bem dirigido (Oliver Stone), mas com algumas coisas fora de ordem
mesmo assim, assisti.
relutei em ver, mas vi
gostei.
(mesmo com a falta de empolgação, com cenas clichês e etc...)
fazendo um esforço, dava até para imaginar Bruce Dickson cantando de fundo: alexaaaaaander the greeeeeaaat...!! aaaaalexaaaaaaaaaAAAAAAAaaaandeeeeeeeEEEErrrrrRRRRR... the greeEeeeeEEEEeaAaAaAaAaAaaaaaaAAAAAAAAAT !!!

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    Domingo, Janeiro 16, 2005 21:18

O Entulho


(Ceciliano Queiroz; 28-02-2004)

Daniel é uma daquelas pessoas que gosta realmente de ajudar, mesmo em situações difíceis, lá estava ele.
Carlos era um primo que durante toda a vida, se esforçou para ter algo de sucesso, ou útil, mas nem sempre o destino nos reserva muita coisa, ou pelo menos não realizamos as coisas certas pra nós. O fato é que Daniel sempre ajudou o primo em muitas ocasiões, inclusive, sempre que ia se divertir indo a um cinema, praia, shopping, o convidava. Dava pra ver o sorriso de satisfação que Carlos esboçava pela companhia do primo.
Acontece que a medida que o tempo passava, Daniel evoluía, enquanto que Carlos... bem, não saía muito do lugar.
Por muitas vezes, Daniel teve problemas em seus relacionamentos por conta de que sempre levava seu primo aos lugares onde o casal ia. Bem todas gostavam disso, por muitas vezes queria uma ¿liberdade¿, então procuravam ajudar Carlos a encontrar um emprego ou uma namorada, assim poderia se livrar dele. Mas a vida sempre aprontava das suas, e o pobre Carlos quase nunca desgrudava do primo, que fazia questão de te-lo por perto.
Diz um provérbio que ¿dê dinheiro mas não dê liberdade¿, talvez essa seja uma razão para se prevenir de certas coisas. Com o passar do tempo, Carlos começou a ficar mais afoito na hospitalidade de Daniel. Antes iam a bares e Daniel perguntava se ele queria algo para beber, hoje, Carlos já se adianta no pedido. Às vezes nem pede, espera chegar o pedido de seu primo pra logo ir metendo o bico. Pobre Daniel, que nem sempre dava o primeiro gole em sua cerveja, suco, água... O tempo passou e as coisas pioraram, mas para Daniel, a ponto de não mais suportar aquilo, porém, por ter um coração bom, não repreendia o primo, ao invés disso, contava as inúmeras garotas que iam embora por causa do incômodo ¿acompanhante¿, perdia a conta de quantos sanduíches que comeu menos da metade.
Isso passou a ser insuportável, mas ele não havia sido educado a impedir e sim a fazer com que as pessoas se ¿tocassem¿ e fizessem o melhor para ambas. Porém, se tocar não era o forte de Carlos, e isso tinha que acabar. Foi então que numa manhã de domingo, ao irem a um zoológico, Daniel pediu uma latinha de cerveja enquanto Carlos haviam ido ao banheiro. Quando este voltou, Daniel estava por abrir a lata, foi quando Carlos gentilmente pediu:
- quer que eu abra?
Sem muito o que questionar, entregou-lhe a latinha:
- pode...claro.
Tssssss... um excelente barulhinho para quem está cainhando um bom tempo debaixo de um sol infernal. Aberta, a fissura no alumínio foi logo de encontro à boca do contente Carlos, que logo após beber quase metade da cerveja, ouviu o primo dizer: ¿fica com esta, vou buscar outra pra mim¿, sorridente, agradeceu com um gesto assentindo com a cabeça.
Daniel foi buscar outra, mas ao voltar viu o pobre primo se debatendo no chão em convulsão. Pessoas ao redor ficaram estáticas sem saber o que fazer. Carlos estava morrendo ali, num lindo dia de sol e cortesia de cerveja. Por um instante, pareceu brotar um leve sorriso no rosto do aliviado primo.
Os bombeiros tentaram salvar o rapaz, mas foi tarde demais.

Daniel, fez questão de pagar todo o velório do finado primo, que havia morrido, segundo os médicos de envenenamento, talvez por causa da latinha que tivesse contaminada com tal veneno pra rato. Nunca se sabe como são armazenadas.

No fim do mês, o extrato do cartão de Daniel que acabara de chegar, mostrava os últimos gastos com Carlos, em ordem:
- Almoços
- Caixas de chocolates numa compra num magazine
- Cds
- Sorvete
- Veneno pra rato
- Velório.

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    Sábado, Janeiro 15, 2005 17:39

I've got the power!


então, agora turbinado com esta belezura aqui. Espero ter feito uma boa escolha para leitura. Vamos ver no que dá... ah sim, tenho que terminar de ler, antes do filme ser lançado, em emados de maio de 2006.
Será que consigo?


ah sim, e o poder não pára por aí, teve também, a aquisição de algo beeeeeeem bacana: o Pixies'DVD


ok, é isso.

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    Sexta-feira, Janeiro 14, 2005 16:06

O Operário


eu quero muito ver isso aqui, mas acho que nem de longe passa aqui por recife... só passa mesmo lá pro lado do "brasil"


(clique na figura para ler a crítica by CineClick)

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12:26

diversidades de sexta-feira


apenas para descontrair um pouco, aí vai uma versão bem bacana da história do mamute... para quem curte F1 (márcio, F1 é Fórmula 1 tá? e não botão de "help"), é um prato cheio!


mudando de assunto...


finalmente essa semana saiu (pré-venda para o final deste mês) o DVD de Kill Bill Vol.1 - eu tinha feito uma cópia da versão para locadoras, mas agora, a coisa é diferente. Esse não vem em tela cheia! iupiiii !

estilo de vida

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    Quinta-feira, Janeiro 13, 2005 18:04

Curiosidade








Sem maldade

Modelos de vibradores do séculos 19 e 20 (acima e abaixo), usados por médicos
e vendidos em lojas de departamento

O acessório mais usado nos
jogos sexuais ou para a obtenção solitária do prazer, já foi um
respeitável instrumento médico no passado. Até o começo da década de
1920, os vibradores eram usados em consultórios médicos, vendidos em
lojas de departamentos e anunciados em revistas femininas, como um aparato
essencial à saúde das mulheres. A medicina o utilizou pela primeira vez
em 1878 para o tratamento da "histeria feminina", doença
diagnosticada pela irritabilidade, revelação de fantasias sexuais e
lubrificação vaginal. O tratamento era a estimulação manual do clitóris
pelo médico, ou com vibradores. A doença foi listada como desordem
psiquiátrica até 1952.

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10:45


Com Bush reeleito, o Exterminador do Futuro ao seu lado e o Super-Homem morto,  quem vai nos defender ?

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    Quarta-feira, Janeiro 12, 2005 09:47

O Homem tem sempre razão


(Ceciliano Queiroz; 25/05/04)

Já chegando a um nível de desconfiança onde não mais se continha, Estevão resolveu sair mais cedo do trabalho, passar no trabalho de Marta para vê-la saindo. O expediente dela acabava cerca de meia hora mais cedo, o que geralmente não justificava ela ficar até bem mais tarde algumas vezes. O coitado do Estevão, geralmente a ia buscar, e nesses dias, ficava embaixo do prédio, esperando a moça sair.
Naquele dia, saiu uma hora antes, pra dar tempo de chegar ainda durante o horário da noiva. Marta, sem desconfiar, seguiu sua rotina normalmente: após o almoço, pelo menos duas vezes no mês (e aquele era dia), começava a flertar com Pereira - um jovem recém contratado da contabilidade, pelo correio interno da rede. E daí... cafezinhos, encontros casuais e, como de costume, tiravam no par ou ímpar quem iria pagar o motel daquela tarde. Geralmente ele perdia, eis a razão de só darem uma escapadinha uma vez ou outra, Pereira era duro, recém contratado, ainda não tinha uma grana razoável nos bolsos. Se pudessem, seria todo o santo dia, mas aí ela teria que bancar e motéis geralmente constam no extrato do cartão como armazéns de construção, armarinhos e, até mesmo, financeiras... Não daria muito certo.
Bem, naquela tarde não foi diferente e como de costume, saíram logo que largaram, mas ali, discretos, pelo estacionamento subterrâneo saíram e entraram num táxi que os aguardava.
Estevão apenas viu quando o táxi saiu por trás do prédio, e a "traíra" estava no banco detrás, sentada junto a um outro homem. Seu sangue aqueceu, parecia que ia explodir dentro dele, logo começou a tremer e a faltar o ar. Em seu peito o agitado coração batia em rítmos cada vez mais rápidos e fortes. Segurou a chave, mas não conseguiu gira-la, por tão trêmula que estavam suas mãos. Começou a suar frio, muito; tanto que a distonia também fez questão de dar o ar da graça. Colapso.
Viu o táxi se perdendo no meio dos outros carros, e ele ali, parado, querendo sair, mas tudo o que conseguiu foi gritar com tanta raiva e angústia, só conseguindo abrir os olhos horas depois, na cama de um hospital.
Ao seu lado, sua adorável noiva afagava sua mão entre as agulhas de soro. Seu olhar era terno e doce, como o de quem fica após o alívio de uma dolorosa espera.
- meu amor... agora está tudo bem, viu?
Sem pensar em outra coisa, pensou logo em revidar com a acusação de adultério, mesmo com a voz fraca, tentou:
- eu vi você... saindo num carro...
- oh meu amor... - interrompeu-o com um beijo na testa e continuou - me desculpe, mas peguei uma carona com o mensageiro da firma, porque ele ia perto do seu trabalho e queria fazer uma surpresa... mas aí meu telefone tocou... e eram uns bombeiros do resgate, e eu fiquei apavorada... Olhe, eu poderia não estar com o telefone, e aí? Como você ficaria, hein?! Da próxima vez que for me esperar mais cedo, avise! Que assim fica mais fácil de te achar, né?!
Embasbaquecido com tal gesto de preocupação, e se sentindo tolo por ter desconfiado de sua preciosa jóia, ele segurou em sua mão, agradecendo-lhe e se desculpando por tudo aquilo.

Então, tudo voltou ao normal, os horários, as rotinas... exceto por um detalhe: Estevão agora, tinha plena e total confiança em sua noiva, porque homens são assim, precisam ver pra crer.

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    Terça-feira, Janeiro 11, 2005 16:44


até quase dá pra ver a cara do bonequinho dizendo: "ai carai... ai carai... ai carai!"

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    Segunda-feira, Janeiro 10, 2005 09:23

cd pirata


-e aí cara, vc por aqui?
-pois é... gosto de vir ver lançamentos de música
-e vai comprar um cd? não acredito!
-hehehehehehehe
-isso é um sim?
-hahahahaha não, isso é um não.
-então pq vem ver bandas novas, som e tal?
-ora... pq assim sei o que baixar pra fazer meus discos em casa mesmo.
-nossa, mas isso é foda...
-pq?
-de repente, se todos começarem a fazer isso, as bandas deixam de existir.
-e é? (sarcástico)
-claro que sim! se vc não compra um cd da banda, eles não ganham nada e depois "são demitidos"
-ih... é mesmo, n tinha pensado nisso, ó!
-pois é cara... compre um cd de uma banda que vc gosta muito... assim, ajuda os caras a manter a banda por muito mais tempo!
-cara... vc tem razão... que vergonha... vou comprar um sim!
-faça isso, faz bem
-ok... ei "vendedor", me dá aquele cd do led zeppelin ali...

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    Domingo, Janeiro 09, 2005 00:43

1
2
3
.
.
.
testando... OK, ok, ok...
tssss (fogo), plufh....ponta acesa, uma leve sucção... pronto, Carlton Mint Online.

ahn... bem... ham ham...

dizem que de tudo pode-se aproveitar. Um quebra cabeça, separado pode não parecer nada, mas se juntar... algo se forma.
As músicas de um cd separadas, são boas, juntas dentro dele, são ótimas.
Os escravos por exemplo descobriram que, se aproveitando as partes não usadas do porco, junto com um feijão preto, dava-sve muito bem uma comida forte e excelente, nasceu assim, a feijoada.
Da mesma forma pode ser com alguém, junte suas obras, conhecidos, palavras, gostos e aí, terá alguém aparecendo...
hahahahahahahha falando nisso, lembrei da Patrícia (orkut) no seu álbum tem apenas pedaços dela: pé, mão, pescoço, cabelo, bochecha... mas sei que dali, juntando tudo dá aquela pessoinha ótima que habita esse mundo.

falando nisso... juntaí !!!

second verse is different from the first...

Crendices brasileiras
- contar as estrelas apontando-as com o dedo: faz nascer verruga
- expor criancinha ao espelho: ela não aprenderá a falar
- beber água com o rosto voltado para o sol: deixa a boca torta
- pular por cima de uma criança: ela parará de crescer
- brincar com fogo à noite: risco da criança fazer xixi na cama
- mexer no ninho de tico-tico: faz nascer sardas no rosto
- andar de costas: haverá morte na família

third verse is different from the second...

daqui a vinte minutinhos virá o domingo, e eu só digo uma coisa: "domingo eu quero veeeeeeeeeer... o domingo passaaaaaar..."
até pq, esse sábado foi osso!
tinha tudo pra ser bom, porém... teco!
- fui ao cinema: mas a sessão tava lotada e outra, só bem mais tarde;
- fui comer crepe: e descobri que a massa de lá havia mudado;
- pensei em fazer o bem: acabei discutindo feio;
- fui fazer compras no supermercado: no caixa, o sistema tava fora do ar... deixei tudo por lá.

como ia dizendo... "domingo eu quero veeeeeeeeeer... o domingo passaaaaaar..."

...
..
.
3
2
1
Carlton Mint off...
o último apaga a luz.


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    Sexta-feira, Janeiro 07, 2005 11:07

filmes de terror japonês versus americanos


Estava lendo uma reportagem sobre os originais filmes japoneses que foram regravados por americanos como o chamado, o grito e dark water (que saira daqui a um tempinho). Esses filmes todos, se vcs perceberem, são sobre espiritos do mal que vem para assombrar os vivos. Fizeram uma entrevista com o ``Stephen King japones``(acho q e assim q se escreve o nome dele) e perguntaram qual e o segredo dos filmes dele serem tao assustadores... e ai vem a resposta:
Ele cria um ``monstro`` surreal, que nao e possivel lutar contra, difewrente dos amercianos que fazem um Jason e seu machado ``poderoso``.

Bem, a questão é que os filmes japoneses não estão presos àqueles clichês dos filmes americanos. Eles inovam, recriam antigas histórias, reformulam o gênero, trazendo também um terror principalmente psicológico. Os filmes americanos estão preocupados em assustar. Os japoneses, em meter medo. Por isso, enquanto os americanos jogam cenas de susto repentino, os japoneses vão criando lentamente o ambiente de terror, até que, quando a coisa está completa, você fica em pânico.


second verse is different from the first


E nessas ondas de filmes e tal, aí vai uma pequena estrofe de tópicos:

Filmes excelentes em 2004: Bob Esponja / Os Incríveis
Filmes aguardados em 2005: Star Wars Episódio III / Batman Begins

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    Quinta-feira, Janeiro 06, 2005 17:09



conversando com uma amiga sobre meus dias de bode... ela saiu com essa:

"lindinho... essa tua perturbação tem a ver com a atmosfera apocalitica que estamos vivendo... Tenho N amigos de grupos que estão reclamando da mesma coisa...
...quem fala a verdade não merece castigo, lindinho. Beleza e inteligência são atributos perigosos. Quanto a situação atual que vivemos... bem... este ano vai piorar ainda
mais."


disso eu já sabia... ainda bem que mais gente percebeu.

Ceciliano escreveu, mas quem comentou?

    Quarta-feira, Janeiro 05, 2005 10:16




Meios simplificados para discutir política,
religião, pontos de vista, gosto, etc...

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    Segunda-feira, Janeiro 03, 2005 18:13

Bianca loves Daniel


Bianca era uma garota que oscilava entre a melancolia e a alegria extrema, mas ela amava Daniel.
Mesmo com o passar dos anos, Bianca sempre foi a mesma garota inteligente, gentil, educada e linda, porém amava Daniel.
De tudo um pouco sabia, era auto-didata... tinha livros de quase todos os tipos, amava música e Daniel.
Por tudo o que fazia, era em função de seu amor, por Daniel.
mesmo após algum tempo depois do rompimento de seu último relacionamento, ela continuava a amar Daniel.
Mas ela aprendera uma lição, a de que se deve amar sim, mas as vezes sem expectativa, mesmo que seja com o Daniel.
E ela continuava sua vida assim, amando Daniel e convivendo com isso.
Seria ele um ingrato?
Insensível?
Cego?
Desprezível por não reconhecer tamanho amor?
não...
Daniel também a amava...
ou melhor, a amou...
quer dizer, a ama, onde quer que seu espírito esteja hoje.

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11:17

Este ano tem o terceiro episódio da saga Star Wars, iniciada em 1999.


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    Domingo, Janeiro 02, 2005 10:19

quer dizer então que todos ainda estão segurando 2005 pela mão?
hum... entendi...
e quando é que vamos soltá-lo para ele andar sozinho?
o q?!
depois do carnaval???
coisa de brasileiro...

e lá se foi um ano, com um belo final, tipo natal e festa de revellion com fogos e abraços...
e lá se vem o ano novo, com o mês de janeiro (sempre com o clima mais louco do ano) e em seguida o caranaval, com toda aquela putaria a mostra.
sempre é assim...
mas nesse ano é mais cedo.
gostava de carnaval, quando se brincava.
antes se preocupava com a fantasia e só
hoje em dia, preocupa-se em comprar camisinha e bebida.
ah... francamente.. é a demência solta no mundo!
eu gosto de carnaval, mas como disse, pra brincar!
e olhe que eu moro em olinda viu?
queria fugir esse ano... não me sinto bem pra carnaval...
mas se eu fugir, terei que ir só.
ok, zero bronca
já sei até p onde eu iria

locais onde pasar o carnaval é tranquilo pra mim:
pesqueira (mas lá como chegaria esse ano??? n sei horários de ônibus e tal! - mifú!)
maceió (local mais provável, custo baixo pra mim e família pra tirar onda)
retiro mariápolis... (pouco provável, já faz uns dez anos que não participo sequer de uma reunião)
garanhuns (bom, bom local... lá n tem nada. é um lugar morto nessa época. é uma. mas o custo é elevado)

ok... meta pra janeiro: escolher o local pra fugir no carnaval.

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