Tão real quanto o imaginário pode ser

Ceciliano,
canceriano,
pop-rock-blues
regado à uísque e água.
Escritor iniciante - tentante e inquietante. Música e cinema.

sétima arte

música

blogs que acompanho

Além do Bojador
Casa de Contos
Chuck
Colombina
Delírio Cotidiano
ELAS querem, ELES não fazem
Florcita
Invannz~~childhood
Kibeloco
Legendado
Márcio Padrão
Mary Bar
Mau Conselho
Meu Refrigerador não funciona
Mingau (Diarista)
Nane Neri
Rafa (mtv)
Sabrina Bettiol
Sorvete de Casquinho
Sou demais pra ele
Taxitramas
Thaís Jardim
Todos nós somos loucos
Vida de Barman
Vinagre de Pinheiro

outros interesses

Cinema em Cena
Boombastick
Sentai Songs
ORKUT
Gazzag
All Music
Woxy Sound
Animações em Flash
Jornais pelo Mundo
Niquel Nausea
Flashes Series Japonesas
Roteiro Cultural Recife
Mundo Canibal
O Recife Assombrado
Forum DVD

créditos

Free Web Counter
website counter

This page is powered by Blogger.

Tire todas as suas dúvidas sobre blogs.

Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

a brisa quente que adentra pela s janelas do carro
me remetem a pensamentos noutrora interessantes.
nada agora parece ímpossível,
nada agora é inimaginável.
enquanto o asfalto é engolido pelo capô,
meus olhos circulam pela paisagem deserta adiante.
quero voltar, mas estou longe,
então penso em chegar mais rápido,
mas a velocidade me irrompe.
sede, um cigarro aceso,
uma cobra que atravessava a pista
não teve muita sorte,
morreu sem saber por quem.
eu.
no som, Mando Diao, manda.
meus ouvidos obedecem.
no coração a saudade.
meu amor a oitocentos quilômetros atras de mim.
fome.
mas paciência, em algumas horas eu chego lá,
para depois percorrer mais dois terços do caminho,
e toda a extensão de volta.

Comentários

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

Olá pessoas, estou um pouco ausente, é certo. Mas tudo tem suas razões. Não pensem que os abandonei, apenas fiquei um pouco sem tempo nesses ultimos dias.

Tiras :
(situações reais encontradas por acaso)

- ei cara, soubesse que "fulaninho" suicidou-se?
- e ele se matou de quê?


_________________________________________________________

- e aí, como foi lá?
- ah foi bom, encontrei um bocado de gente boa
- massa
- tinha até uma menina que conheci que... putz...
- que foi? rolou algo?
- rolou, mas...
- "mas"??? pq isso, ela era feia?
- nada... dava pra comer beijando.

_________________________________________________________


- eu te amo
- tá
- é sério!
- tá
- vixe... quanta insensibilidade
- hum? o que você queria? que eu soltasse fogos?
- não... apenas me olhasse nos olhos, lá dentro, e com o fervor de sua alma me consumisse num calor turvo e intenso, declarando seu amor por mim também.
- ... você tá vendo muito filme
- porra! é isso o que você me diz?!?! o que você tem?!
- TPM
- ah tah. ok. vamos jogar um dominozinho?
- ok, vamos.

_____________________________________________________

- bicho... o que tá acontecendo, me fala!
- cara... é o seguinte: ela tá muito no meu pé, saca?
- isso é foda
- se é...
- tá, mas o que você fez?
- com relação a isso?
- sim
- ah, eu disse que ela tava foda
- e ela?
- ela não disse nada. pior, achou que eu tava enganando-a de alguma forma!
- pfff... fizesse nada, cagasse e limpasse com canjiga.

_____________________________________________________



"a privacidade é a pedra fundamental de nossa sanidade"

Comentários

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

gente esquisita




quer saber? clique AQUI

Comentários

Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

Minha posição política é a mesma: apoio o nosso presidente. Pode estar ruim com ele, mas já esteve muito pior nas mãos de outros. Por isso, pra mim, o Lula fica mais 4 anos.
Porém, como não gosto de perder boas piadas, aí vai um texto divertidíssimo.



Porque o COLLOR era melhor do que o LULLA:
1 ) tinha uma cunhada gostosa
2 ) falava Português como a gente
3 ) falava Inglês e Francês também
4 ) o PC era pelo menos simpático
5 ) tinha 10 dedos nas mãos
6 ) bebia Whisky, e não cachaça 51
7 ) não tomava porre
8 ) a primeira dama "dava pro gasto"
9 ) não era petista
10 ) sabia assinar o nome
11 ) nem sabia onde era Garanhuns
12 ) exercia a presidência
13 ) já trabalhara algum dia na vida
14 ) cheirava bem
15 ) pronunciava "sim" sem cuspir
16 ) não tinha voz de bêbado
17 ) improvisava sem gafes
18 ) não era corinthiano
19 ) não se dizia dono da ética
20 ) mentia sem xingar nossa inteligência
21 ) a mãe também nasceu analfabeta, mas o filho não se gabava disso.
22 ) foi amamentado com leite de vaca e não com leite de magnésia.

Comentários

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

eu posso estar errado, mas...


...eu vejo quem rouba por fome ou desespero da necessidade de alimentar a família como um ato errado porém, com chances de redenção e perdão. Roubar, matar e coisas assim só por sacanagem, selvageria, motivos fúteis e prazer pessoal, esses eu já não perdôo. Somente quem já passou por alguma violência abrupta sabe do que estou falando. Olhem só para este país, onde um governo gasta mais com o bem-estar de um maldito traficante do que comigo ou com você. Entendem isso?
Pois é, e ainda por cima, um cidadão brasileiro vai, por conta própria até outro país (no caso a Indonésia) traficar drogas para ter um "extra" no fim do mês, é capturado e agora se diz arrependido e que merece não ser punido. Bem, lá é pena de morte, então, pq ele não pensou nisso antes??? E aí, devem soltá-lo e extraditálo pra cá para que ele volte a traficar por aqui? Ou por outros países? Hein?!?!?!
Por mim, digo como uma frase de ujm amigo "deixa como tá pra ver como é que fica"

Leia a matéria aqui.

Comentários

Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

Parente é serpente (parte III)

Sem esperar resposta, puxou-lhe pra cima e beijou-lhe com voracidade. Seus lábios carnudos e quentes fizeram o pobre Fonseca quase ter um orgasmo. Ela havia percebido o seu poder sobre a situação e o jogou de volta no sofá. Agora, aquele homem desengonçado e desnorteado parecia uma presa fácil aos hábeis braços e corpo daquela mulher. E seguindo seu instinto, se deixou acompanhar os movimentos alucinados de sua prima.
Mais um beijo seguido de um passeio de mãos bobas e...
No minuto seguinte ele estava envergonhado, curvado ao sofá ainda com sua roupa. Ela por sua vez, tinha um leve sorriso entre os lábios:
- Não se culpe... isso acontece...
- É, mas só com jovens de doze anos ainda virgens...
- Bem, ter um "self-orgasmo" apenas com um beijo, é melhor que broxar. Isso mostra que você tem potencial.
- Obrigado - disse cabisbaixo.

Na manhã seguinte, Fonseca acordou com dores nas costas, provocadas pelo incômodo sofá em que dormira. Olhou para si e, ainda com a roupa do dia anterior, começou a lembrar aos poucos o que acontecera. Lembrou das duas ou mais doses de vodca que havia tomado a contra-gosto. Lembrou que ficaram conversando até apagar de vez. Lembrou o quanto sua prima era linda e atenciosa, e de como ela o havia encontrado, através da lista telefônica. Lembrou que ele a fez bem, que ele a ajudou. Lembrou também que era dia, manhã e, pela posição da sombra em sua janela, o sol já estava alto, bem alto por sinal. E finalmente lembrou que, estava atrasado.
Sobressalto, foi em direção ao banheiro, lavou-se rapidamente, trocou de roupa com a rapidez confusa de uma lontra desesperada, foi em direção à porta. E só então notou a falta de algo: Rosa. Rosinha, a prima querida que não mais estava lá, tampouco sua mala enorme. Foi até o quarto e observou enfim, sua gaveta aberta, seu guarda-roupa revirado e, notou a falta também de sua caixinha de estimação, onde estavam as jóais de sua finada mãe e as economias de anos de trabalho. Economias para comprar um imóvel só pra si - conselho de sua velha "não confie em bancos! nunca!". E então, finalmente notou a falta de seu relógio, carteira e todos os pertences que tinham algum valor.
"uma mala grande, que sequer ela o pediu para arrastar porta adentro" - pensou.

Foi-se então ao trabalho, andando, claro. Cansado da caminhada, sentou à frente de seu computador, pensando que talvez, se tivesse saído pra beber na noite anterior, e que ainda por cima fosse com o gerente desonesto de algum banco, anda estaria no lucro.


Bem, como escrevi em algum parágrafo acima, esse era o Fonseca, um homem pacato que cresceu à sombra da mãe e das lembranças de um pai que não conheceu, que cuidava de sua vida para que não saísse do controle, se via agora numa situação diferente, sem ter o direito da escolha e sem saber o que aconteceria no "depois". E agora sim, este parágrafo está no seu lugar de direito.



(FIM)

Comentários

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

Parente é serpente (parte II)

Estava sentado no sofá olhando fixamente para a mala enquanto ouvia os pingos do chuveiro cessarem aos poucos. A curiosidade tomava conta de sua cabeça, tanto que nem reparou quando Rosa voltou à sala, apenas enrolada na toalha e com os cabelos molhados. "você tem álcool aqui?", perguntou, rompendo-lhe as idéias.
A visão daquela mulher escultural tirou-lhe de tempo, arregalou os olhos e quase sem acreditar no que via, levantou lentamente indo até a cozinha de cabeça baixa de constrangimento. Trouxe nas mãos uma garrafa de álcool.
- não seu bobo, eu quis dizer algo para beber, algo forte.
- Ah sim... desculpe... tenho vodca, serve?
- A bebida dos fracassados? Serve sim, com certeza! Me prepara uma dose com pouco gelo?

Dose servida, ambos sentados um em frente ao outro e a conversa começando a fluir. Por mais que tentasse, Fonseca não conseguia tirar os olhos de sua prima que delicadamente movia-se. Ela começou a contar que estava separada do namorado com quem vivia há três anos, e que fora despedida dias antes. Também que falou que o motivo da separação foi porque ela o pegou com outra, transando no meio da sua sala, no dia em que chegou mais cedo, quando a mandaram embora. Estava arrasada, parando de falar momentaneamente para engolir um choro que teimava em desabar. E desabou. Chorou compulsivamente. Fonseca, abraçou-lhe tentando dar algum conforto. Aquela mulher debilitada aceitou a oferta e abraçou-lhe com força, entornando o resto da vodca. O perfume daquele corpo enlouquecia aos poucos Fonseca. A pele macia e ainda úmida, fria do banho tocavam-lhe como um lençol de seda ao amanhecer.
Soltaram-se. Ela enxugou as lágrimas pedindo desculpas por estar incomodando.
- que nada... é um prazer ajudar, priminha...
- que bom, sabia que você ainda tinha um bom coração... falando nisso, põe mais uma dose?

Duas, três, quatro doses.
Ela não parava de falar até que ele, não agüentando mais, rompeu o silêncio: "e você vai ficar aqui por quanto tempo?".
Com um pouco de vergonha, ela disse que ficaria apenas aquela noite, pois buscaria uma pousada pra ficar por uns dias.
- mas claro que não! - Disse o primo - você pode ficar o quanto precisar.
- Mas eu não quero incomodar...
- De maneira alguma, você fica até arranjar um outro trabalho ou melhorar sua vida. É bom assim, não tenho muita companhia, sequer namorada para me acompanhar. Sou um solteirão, com muito orgulho... mas sinto falta de uma companhia aqui.
Aquelas palavras de apoio e compreensão, arrancaram um sorriso do rosto rosado de sua prima, que prontamente o abraçou novamente em agradecimento. Então, num único gesto, levantou-se rapidamente para trocar-se quando que, por um desdize, deixou a toalha cair. Desconcertado com a situação, tentou ser gentil, abaixando para pegar a toalha ao mesmo tempo que ela. Acabou encostando seu rosto contra os seios firmes daquela mulher. Sentindo o clima que acontecia, ela não se fez de rogada e puxou-lhe pelos cabelos contra seu corpo.
- ai priminho... só quero um pouco de conforto...
- mmmnnnmnmm - murmurou algo com seu rosto colado aquele par de seios fartos e firmes;
- ahn? Que você disse?

Sem esperar resposta...

Comentários

Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006

Conto


Parente é serpente (parte I)
(Ceciliano; 30/01/06)

Os dias de Fonseca eram sempre os mesmos. A rotina o consumia há mais de dez anos. Sempre saía cedo de casa para o trabalho, uma repartição pública próxima ao centro da cidade. Seu desjejum era composto por umas torradas mal saídas da torradeira, com requeijão, alguns pedaços de presunto e acompanhadas por uma xícara de café.
O trajeto também era o mesmo, sempre o mesmo ônibus no mesmo horário. Às vezes saía mais cedo um pouco, ou atrasava, mas o itinerário permanecia.
Passava o dia no escritório, com poucas emoções. Almoçava ao meio dia e voltava para uma pestana rápida em sua sala. Durante esse período sonhava com algumas coisas mais excitantes, uma viagem à serra, ou uma praia distante onde houvessem festejos à noite regados a dança e mulheres bonitas, aliás, mulheres bonitas em sua vida era uma coisa rara. As únicas que haviam surgido eram sua falecida mãe e uma prima distante que já não via há alguns anos.
Aparentemente levava uma vida sem graça, sem jeito e sem motivações. Mas Fonseca, como um bom homem a deixava sempre assim, pois sabia pelas aventuras dos colegas que qualquer perturbação fora disso, seria um atentado a saúde mental, emocional e financeira em sua vida. Por isso deixava as coisas como estavam. Quem sabe um dia ele mudaria algo? Mas isso deixava ao acaso, sem mexer um músculo para mudar nada.

No dia de seu aniversário, acordou cedo, tomou seu banho enquanto as torradas ficavam prontas, arrumou-se, comeu e saiu mais sorridente - não que estivesse mais feliz por estar mais velho, apenas porque era um dia como outro qualquer sem atropelos, e isso sim o deixava bem.
No trabalho, os colegas o parabenizaram, fizeram uma surpresinha com um bolo e refrigerantes. Ao termino do dia, voltou para casa como de costume, recusando o convite dos colegas para irem a um bar tomar algumas mais e flertar com as mulheres fáceis que por lá haviam. Não. Não o Fonseca, queria apenas a segurança do lar, com sua TV e programas de auditório.

Morava no terceiro andar do edifício, no último apartamento. Não havia elevador e a escadaria parecia as vezes bem longa, porém nessa noite, uma visão inusitada o fez perder um pouco o equilíbrio no último degrau antes de sua porta. Sua única prima, a prima linda que conhecia, a prima que, quando garoto, o rejeitava por achar esquisito aquele magricelo de óculos de armação preta e fundo de garrafa.
Fonseca ficou olhando surpreso aquela figura sentada à sua porta com uma mala grande com rodinhas, cabelos grandes e desgrenhados, rosto inchado de choro e um sorriso de alívio meio amarelo no rosto.
- primo...?
- Rosa?! - respondeu quase sem fôlego
- Sim priminho, sou eu... se importaria me abrigar por essa noite aqui?
- C-claro que não... mas o que...
- Agora não, depois de um bom banho eu te conto, pode ser?
- Tudo bem.

Fonseca, um homem pacato que cresceu à sombra da mãe e das lembranças de um pai que não conheceu, que cuidava de sua vida para que não saísse do controle, se via agora numa situação diferente, sem ter o direito da escolha e sem saber o que aconteceria no "depois", mas esse parágrafo nem deveria estar sendo escrito agora, somente algumas linhas mais à frente.

Comentários

Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

Batatas ao Forno



Escolha várias batatas médias lave-as muito bem, depois pegue cada uma e faça cortes em cima delas, passe bastante margarina por cima, põe-se páprica ou colorau em cima de cada uma , põe-se todas em uma refractária untada com um pouco de margarina e leva-se ao forno até ver que abriu (forno médio comum sem tampar ) mais ou menos 30 minutos depois que você ver que todas estão abertas cobre-se com queijo parmesão e leva-se mais um pouquinho no forno somente para derreter o queijo.
Faça um arroz branco e acompanhe com carne.
Bom apetite.
















Comentários

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006




Existem duas maneiras de lidar com a morte: com ou sem auto-piedade.






Comentários