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Sábado, Abril 29, 2006

Montar algo é um trabalho de arte. Fazer arte é para todos, a bronca é nem toda arte presta, pelo menos aos olhos de quem apenas vê o que quer e não o que se faz. Complicou? Pois bem, então vou mudar os exemplos... até pq essenão é o foco desse post: discutir arte. Este post trata sobre

Mp3 e o fim da arte de fazer CD's


Pode parecer muita chupação de Alta Fidelidade, mas não é bem assim, é a mais pura verdade.
Desde guri me entendo montando fitas K7 com músicas de rádio, discos e outras fitas. Ter um aparelho de som fuderoso, era ter um aparelho de som que tivesse o básico: rádio, tape e vinil. Mas pra ter um som power-fuderoso era ter um que tivesse dois tapes! Assim não haveria limites para gravar.
Então conseguiram popularizar as famosas entradas e saídas RCA. Porra... aggora podia-se conectar um som a outro, ou uma TV, ou qq outra coisa que lá tivesse uma famigerada RCA.
Gravar fitas era mágico. Lá vc era o rei, o artista, o único e inimitável!
Não cabiam apenas músicas numa fita magnética, mas cabia tb uma alma viva ali.

Veio o tempo e com ele o CD. Compact Disc Laser.
E assim facilitou o trabalho de montagem de uma compilação musical. A magia não se perdera ali, pelo contrário, ficava até mais ágil de se fazer as coisas pois tínhamos a qualidade.
E a paixão de se montar um CD de músicas foi aumentando com a possibilidade quase que infinita de se conseguir músicas de todos os tipos. A internet ajudou.
E então veio o formato mp3. No início uma maravilha, e concordo que até hj ainda é, mas teve suas desvantagens.
Se vc vai fazer um CD de músicas, alguém chega e lhe diz: "ah... pq não fez um de mp3, cabia mais música lá pô!"
"pô"????

Um CD de mp3 não é mágico - é prático. E também não tem nenhuma alma ali, pq vc n tem que escolher, tratar um tema, uma linha de pensamento, nem uma razão especial nas linhas das melodias ou letras.
No mp3, por caber muita coisa num CD, não há linha afetiva que consiga ser fiel. Não há raciocínio lógico a se seguir em linhas gerais. Não há absolutamente nada. É tudo tão gigaloficamente diverso de quantidade que vc acaba se perdendo no meio do caminho. Por isso é que sempre acaba se gravando álbuns inteiros sem a escolha minunciosa e detalhista de um CD de áudio normal.

Esse sim é o lado negativo das mp3.

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Sexta-feira, Abril 21, 2006

o dia que o companheiro chorou


Fim de tarde no centro de uma cidade. Uma das maiores avenidas daquele local, lá um grupo de manifestantes do grupo dos sem-terra entra em conflito com a polícia militar. As cenas são chocantes: confronto corporal, ameaças e xingamentos, provocações e rebeldia.
A PM tenta a todo custo manter o controle da situação, mas isso não é possível graças aos ânimos dos manifestantes.
Noite se aproximando. A beleza do final da tarde nunca pareceu tão despercebida como naquele dia. De um lado um grupo que beirava o vandalismo, do outro o forte esquema montado para apenas conter. Contenção, palavra difícil de se aplicar quando o que está em jogo são os interesses particulares de alguns somados à rebeldia de outros.
Não tendo como evitar o mar de gente que crescia perigosamente, o uso da força foi inevitável. Os policiais abriram fogo contra a multidão, o que só aumentou a revolta daquelas pessoas que reagiram e partiram pra cima armados com paus e instrumentos para uso rural.
Aqueles que passavam no local, civis comuns que largavam dos seus trabalhos, desviaram o percurso para não se envolverem na barbárie que acontecia. Para eles, a democracia não imperava mais ali, e quando ela deixa de existir, é hora da guerra entrar em ação.

Longe dali, sentado em sua poltrona junto ao telefone, no palácio do governo federal. O líder de um povo humilde, eleito à duras penas e esperanças, recebia as notícias por telefone. Podia-se ouvir o barulho do tumulto bem às claras. Tentou como pôde aconselhar as autoridades daquela estado a cessarem o confronto, mas naquele instante, nada se ouvia, nada se entendia e nenhum caminho para solução era viável. Então, o presidente que antes estivera do outro lado, ao lado dos que lutavam por melhores condições, agora nada podia fazer, a não ser ouvir a clame de seu povo perdido. Porém sabia que havia feito o que poderia até então.
A agonia tomava-lhe conta, segurava a testa enquanto apoiava o cotovelo no braço de sua poltrona, lamentando pelo ocorrido. Queria poder estar ali, para colocar-se entre as duas forças atuantes no conflito e assim encerrar-lhe. Não podia. Então chorou. Sentia algo dentro de si fenecer.
Sangue, feridos, inocentes e culpados espalhavam-se na multidão.
Desespero, dor, revolta e petições divinas misturavam-se naquele centro de cidade.

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Sexta-feira, Abril 14, 2006

e de repente todos os sinos
trombetas e clarões, retumbaram-se
diante daquele momento

dez anos luz a seperavam
do seu amado,
e que nunca se cansou do seu fado

ah pobre senhorita,
todos os sonhos depositou
no futuro de um amor,
mas que amor poderia suportar tal dor?

quando ele partiu,
em seus braços
ficaram apenas os pedaços juntos
de um pedaço de carne humana.
E a loucura, pura e insana
tomou conta de seu coração,
e a força do desespero e do clarão...
tornaram-se reais...

Agora abre os olhos,
e numa igreja vazia
casou-se com a magia...
Agora abre os olhos,
e numa igreja vazia
casou-se com a magia...
Agora abre os olhos,
e numa igreja vazia
casou-se com a magia...

E de repente todos os sinos
trombetas e clarões, retumbaram-se
diante daquele momento.

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Music Non Stop (Eng.)
Kent


Everybody gets a second in the sun
I have a feeling mine has just begun
Music non stop when I close my eyes
Clarity born from a compromise
And you are almost like me

So why don't you dance to the music
I hear inside my head
Why don't you dance to the music
It's the soundtrack for the end

I'm looking for a place to lie in wait
I quit my job to find a perfect fate
Music non stop when I close my eyes
I need some time alone I found a carpark that is home
You're almost like me

Everybody gets a second in the sun
I have a feeling mine has just begun
Music non stop when I close my eyes
Clarity born from a compromise
And you're almost like me

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páscoa

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Quinta-feira, Abril 13, 2006

pêssego


Pêssegos. Como alguém pode não gostar de pêssegos?
Ela não gosta. Aliás, nem o fresco nem em calda.
Ah os pêssegos... frutas do néctar dos deuses... pêssegos!
Abri o pote, tirei da calda, coloquei creme de leite e pingos de chocolate.
Depois de momentos íntimos de amor, toques, desgastes, sôfregos, êxtases... na da melhor que glicose com sabor... e dos melhores sabores para recuperar as energias.
Uma degustação dessas assim, logo depois do ato, no "pei-pum" nem se compara, não há nada na frente... nem na fila! Não aquele cigarrinho que dê jeito, afinal, pêssegos são pêssegos.

- que negócio amarelo é esse aqui? Parece uma gema dura!
- Uma banda de pêssego, amor meu
- Pêssego???
- Sim, pêssego... porquê?
- Eca... - disse isso com aquele desdém cruel e insensível dos inquisidores diante de um herege.
- Mas meu amor... você não gosta de pêssegos?
- Não. Tem gosto de vômito
- Ahn?!?!?!
- É, vômito. Tem um cheiro muito forte ativo, impregnante, além de ter uma coloração deveras pertinente... a de uma gema de ovo, por exemplo.
- Caramba... nunca iria imaginar isso...
- Do pêssego?
- Não, de você.
- Pois é...

Naquele dia, que me recordo como se fosse hoje, não insisti em nada, comi a iguaria com tanta vontade que até me esqueci um pouco dela, ao fim a ao cabo, recomeçamos as intimidades novamente. Mãos, corpos, cheiros, bocas e... a lembrança do pêssego. Olhei pra sua bunda diante de mim, aquelas nádegas aguças, brancas e firmas... com uma fenda no meio. O formato, a textura de um pêssego perfeito. E no alto de minha euforia e excitação, pedi para que ela tendesse um fetiche momentâneo: encobrir aquele pela com creme de leite e pingos chocolate. Prontamente e sem receios da parte dela, fui atendido. E mais uma vez lá, no meio da lambeção desordenada, tive a infelicidade de pensar alto "vem meu pêssego gigante... vem!".
Pronto, fim de tesão dela, e por conseguinte o meu.
Brava, olhava-me com incredulidade, como se dissesse "logo pêssego! Tinha que ser pêssego?!"
Completamente sem ação, tímido e sem razão alguma de reclamar, apenas pude ficar ali, meio sentado, meio encostado no espelho da cama, olhando pro nada. Me perdi em pensamentos e devaneios quando, fui desperto por algo gelado me tocando o murcho e tristinho membro (que naquela hora tava mais pra iniciante do que pra um membro de verdade) - era creme de leite, derramado aos poucos. Observando o seu rosto, pude vê-la com um brilho jocoso e malicioso.
"ah... esse bichinho ai, murchinho feito um sapoti mais que maduro... hum... adoro creme de leite... adoro sapoti... delícia! posso morder um pouco?"

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Terça-feira, Abril 11, 2006

"traficantes" de carros em Gravatá!!!


E num é a coisa tá preta por aqui nos pernambuco?
Hômi seu dotô olhe só...
tá tudo tão ruim pra nóis que o jeito é traficar quarquer coisa né?
mais tem quei cê coisa de valor...
carro é uma coisa dessas, né não?
e deu no jornal da internet!

Segundo o chefe de fiscalização, o inspetor Valdecir, a equipe vai verificar se existem novas irregularidades e se foram cumpridas as exigências registradas durante a primeira vistoria realizada na semana passada. "Vamos avaliar o esquema de tráfico de veículos do local para que não ocorra engarrafamentos ou longas filas. A faixa da direita e o encostamento devem ser considerados como vias de acesso aos shows, já a faixa da esquerda apenas para o trânsito local da cidade. Outro ponto importante é a sinalização e a iluminação para que facilite o acesso dos carros ao estacionamento das casas de show para que o trânsito flua melhor na rodovia", afirmar o inspetor.



uma contribuição da leitora Simone



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Segunda-feira, Abril 10, 2006

Retornos - parte I


Quem está de novo entre nós, sob olhares de todos os lados, é o Yeah Yeah Yeahs.
O álbum novo se chama 'Show your bones'.

Querem captar mais desta "novidade"? Então ouça e leia aqui um faixa-a-faixa com a própria banda para a rádio inglesa XFM.

Na nova empreitada, encontramos a vocalista Karen O. menos gritalhona e mais melódica (???), assim como em 'Maps', o big disco mundial anterior.

Já o Blur ainda não lançou nada novo, mas as coisas caminham a passos largos, até onde soube. Segundo disse o baixista Alex James, o novo material da banda é 'sujo, safado, sacana' (mas será uma versão inglesa do Matanza??? - hahahahahahaha).
Mesmo com o sucesso do vocalista Damon Albarn no Gorillaz, o músico garante que o trio (o guitarrista Graham Coxon é mesmo coisa do passado) anda trabalhando com muita dedicação.

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Domingo, Abril 02, 2006

Dois pontos


O "já" e o "ainda".

Dentro de que qualificação você prefere estar?
Entre um e outro, o melhor é poder manter-se na média.
Quando você já está fazendo algo é melhor do que quando você ainda está fazendo algo, certo?
Pode ser.
Entretanto, o ainda pode significar regularidade - a não ser que haja um estágio acima do que se está fazendo. Nesse caso, o "já" é melhor. Pois assim significa que se alcançou um nível amais, que está adiantado.
Pensando assim, seria:
já = estar adiantado
ainda = permanecer am algo

Certo, mas pra não perder o fio da meada, e de maneira mais correta a agir, coloca-se na ordem sempre que primeiro vem o "já" e só depois o "ainda". O estágio de tempo do "já" é bem menor que o do "ainda", porém, o ainda gera um conforto e nesse aspecto pode trazer um descanso perigoso. Por conseguinte, o "ainda" é bem vindo, mas logo deve ser descartado para ceder o espaço ao "já".
Capicce?

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